Parágrafo crítico sobre Inteligência Artificial
Nas aulas anteriores foram discutidas questões acerca da utilização da Inteligência Artificial e seu impacto no mundo atual e futuro da humanidade, a partir dos textos “Animação Cultural” de Vilém Flusser, “A falsa promessa do ChatGPT” publicado no The New York Times, e do documentário “O dilema das Redes” da Netflix.
O texto de Flusser aborda uma narrativa contada por uma mesa, que manifesta a posição dos objetos contra a condição de inferioridade que os seres humanos impuseram sobre eles, uma vez que eles “crêem” existir também uma dominação deles sobre a humanidade, sendo assim justo uma condição de equivalência. Da mesma forma, o documentário reitera essa visão de dependência recíproca, e busca mostrar a problemática da nossa relação com as tecnologias que acessamos frequentemente, dando ênfase aos aplicativos e redes sociais, estes manipulados por algoritmos para que fiquemos viciados segundo os interesses das empresas de tecnologia, as quais só visam o lucro. No entanto, o documentário falha em aprofundar a origem do problema, e foca excessivamente em culpar o usuário ao invés de considerar todo o contexto em que estamos inseridos, onde se torna tão comum chegar nesse grau alarmante de vício.
Por outro lado, o texto "A falsa promessa do
ChatGPT" expõe ser uma mentira essa dominação dos objetos, no caso, das inteligências artificiais sobre nós, já que, apesar de tais tecnologias
possuírem recursos mais abrangentes e rápidos do que a mente humana, elas não
possuem nosso pensamento ético, crítico e artístico, o que se
exemplifica em suas respostas, que se baseiam na previsibilidade humana, e suas
imagens, geradas de acordo com um banco de dados já existente. Porém, pelo fato de não conseguirem criar e apenas resgatar dados preexistentes, as IAs são capazes de reproduzir de forma assustadora informações falsas, preconceitos e também plagiar trabalhos/ artes de pessoas reais, o que resulta em aspectos negativos graves para nossa sociedade atual.
Portanto, conclui-se que, apesar da inteligência artificial ter chegado a esse ponto por conta dos seres humanos, e ela depender de nós na mesma medida que dependemos dela, faz sentido haver certo temor diante a absurda evolução tecnológica desses objetos e os problemas trazidos com isso, sendo, então, preciso tomar cuidado como sociedade para que essa situação não fuja de nosso controle.
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